Um aninho, um aninho, um aninho!

25 de abril de 2014

Hoje é dia de comemoração. Um ano de Porto Poá. Um ano de superação.
Imagem: Pinterest.
Minha história de vida como artesã remonta ao final dos anos 90, quando eu tinha 14 anos e aprendi o ponto cruz com uma prima de sete. A intenção era apenas bordar as toalhinhas da minha irmã Deborah, que iniciava a vida escolar. Desde então eu não parei mais. Porém, o despertar para meu aperfeiçoamento na área ocorreu há exato um ano quando eu mergulhei de cabeça entre linhas, lãs e tecidos para superar o luto da separação. 2013 foi um ano difícil, sim. Mas, muito produtivo. E posso dividi-lo em três momentos.

O primeiro momento foi o de participação em eventos e cursos da área para inovar meu repertório nas artes manuais, afinal meu mundo esteve restrito ao ponto cruz por 17 anos. O bem da verdade é que hoje este tipo de bordado está beeem fora de moda... kkk. Dos eventos, eu posso listar: Encontro Baú de IdeiasPatchwork na Praia, FloripaQuilt, Mega Artesanal, Bazar DElas e Algodão Doce. E dos cursos, aprendi tantas coisas legais que fiquei em dúvida sobre qual deveria ser o meu foco neste universo craftListando: 

1.  Bolas de natal de cartoon mousse, com Mari Lopes, em Joinville; 
2.  Quilt bag, com Sandra Calegari, em Balneário Camboriú; 
3.  Clutch, com Teresa Pedron, em São Paulo; 
4.  Redwork e sua aplicação no Patchwork, com Bia Cardeal, em Gaspar; 
5.  Diferentes pontos de bordado, com Elis Marina Engels, em Itapema; 
6.   Uso de pés de máquina, com Ihoko Tsuji, em Itapema; 
7.  Casal de coelhos Bonifácia e José Getúlio, com Millyta, em Balneário Camboriú;
8.   Aplicação com dobra de agulha, com Suzana Refatti, em Itapema; 
9. Patchwork, com Lila Floriani Baumgartner, em Itapema. 

Ah! Quanta amizade bacana eu fiz com a mulherada arteira e criativa que cruzou meu caminho nestes eventos e cursos! Nem é bom mencionar nomes, afinal posso me esquecer de alguém. Será uma grande injustiça. O fato é que cada amiga artesã deu sua pequena contribuição para o meu despertar criativo, além de ter me ajudado sem querer, nem mesmo imaginar, a superar a dificuldade pessoal pela qual eu passava. E, assim, sinto-me eterna e imensamente grata!


O segundo momento foi o da criação da marca Porto Poá e da sua identidade visual. Como é difícil encontrar o nome ideal para um ateliê, né, meninas? Comigo aconteceu assim: dentre as possibilidades que eu tinha (nome próprio, ou relacionado à atividade ou diferenciado), eu pensei no quão é difícil pronunciar e escrever o meu sobrenome (Haendchen se lê Rentien, é praticamente o som de um espirro... kkkkk) e na amplitude dos trabalhos manuais que sei fazer tanto em linhas e lãs quanto em tecidos. Acabei, então, optando pela terceira possibilidade de escolha porque, a partir de um brandstorming, consegui definir e conceituar minha marca.
Porto porque moro numa cidade portuária, situada no litoral norte catarinense, e Poá por conta da graciosidade do petit pois em quaisquer objetos, sobretudo os de decoração e de uso pessoal – que são meu foco de atuação definidos com muita convicção. 

Neste processo, contei com a competência de uma colega de trabalho, e também de faculdade, a Ana Cláudia Dalagnoli. Ela tem um home office de Design Gráfico, o Mamão com Açúcar. Relembrando nossas conversas, percebo que nem foi tão difícil assim tomar certas decisões. O pior mesmo foi escolher um nome e definir um foco de atuação. Meu pensamento se fixava em como resolver cada situação-problema dia após dia, noite após noite. Até que ocorria um insight, a luz da eureca se acendia e eu me perguntava: “Como é que eu não pensei nisso antes!”. E aí era hora de arranjar outra situação problemática, pois a anterior já havia sido solucionada... kkk

E, por fim, o terceiro momento foi o de direcionar meus estudos à área de empreendedorismo, fazendo cursos on-line e participando dos encontros do Empreendedorismo Rosa, organizados por Lênia Luz e sua equipe, nos quais tenho buscado motivação para enfrentar meu maior medo: trocar uma carreira promissora, que me sustenta o corpo, pela paixão às artes manuais, que me sustenta a alma. Enquanto a vida segue, a situação-problema atual é concluir meu plano de negócios, principalmente a parte da viabilidade financeira, para que eu tenha segurança suficiente em me tornar uma microempreendedora individual de fato.

Feita essa retrospectiva de um ano de Porto Poá, resta-me agradecer às minhas primeiras clientes, aos meus familiares e amigos por apreciar minhas artes manuais e fofurices. Em cada trabalho feito à mão, a certeza de que vocês levam para casa um pouco de mim e eu trago para minha um pouco de vocês. Que venha o próximo ano recheado de coisas boas para todos nós! \o/ 


Um carinhoso abraço, 

Daninha 

PS. O título deste post é uma lembrança do passado. Uma tentativa de ensinar à minha irmã a mostrar o dedinho indicador no dia de seu primeiro aniversário... kkkkk

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